Mediunidade: Considerações Iniciais

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A mediunidade é uma sensibilidade existente nos seres vivos. Toda criatura viva possui mediunidade ainda que de forma rudimentar. No homem, ela se apresenta mais complexa e pode, em alguns casos, ser utilizada de "ponte" entre os dois planos da vida. Allan Kardec denominava "médiuns" somente as pessoas capazes de produzir fenômenos ostensivos com suas faculdades.

A mediunidade independe das condições morais do indivíduo. Às vezes, pessoas de moral duvidosa possuem belíssimas faculdades, enquanto outras, cultas, dedicadas às coisas de Deus, não conseguem produzir nem mesmo pequenos efeitos. A mediunidade, conforme a define Allan Kardec, depende de uma organização física mais ou menos apropriada para manifestar-se. É proveniente de uma disposição orgânica existente entre as ligações do corpo carnal com o perispírito.
Existem dois obstáculos que dificultam a prática da mediunidade de modo racional e produtivo. O primeiro deles é o uso que se pode dar à faculdade. Há médiuns que a utilizam de forma incorreta e prejudicial a quem deles se serve. Tornam-se adivinhadores ou meros ledores de sorte. O outro problema é a presença ostensiva de Espíritos inferiores junto dos médiuns, quando começam o exercício da faculdade. Tal fato constitui-se em verdadeiro estorvo ao progresso dos iniciantes, principalmente quando ainda estão envolvidos naturalmente pela insegurança. (Grupo Espírita Bezerra de Menezes. São José do Rio Preto-SP)

As faculdades mediúnicas devem ser desenvolvidas em um Centro Espírita, onde haja pessoas capazes de orientar os iniciantes nesta tarefa de estabelecer o elo entre os planos espiritual e carnal. O estudo é fundamental para a compreensão do espiritismo e da mediunidade.

“Todas as faculdades são favores pelos quais deve a criatura render graças a Deus, pois que homens há privados delas.(..). Se há pessoas indignas que a possuem, é que disso precisam mais do que as outras, para se melhorarem. Pensas que Deus recusa meios de salvação aos culpados? Ao contrário, multiplica-os no caminho que eles percorrem; põe-nos nas mãos deles. Cabe-lhes aproveitá-los. Judas, o traidor, não fez milagres e não curou doentes, como apóstolo? Deus permitiu que ele tivesse esse dom, para mais odiosa tornar aos seus próprios olhos a traição que praticou.”(Livro do Médiuns, Cap.XX)